
Arranca já esta quinta-feira, dia 4 de dezembro, a 8.ª edição da AR-PA – Bienal Ibérica de Património Cultural, um evento que promete transformar Sintra no epicentro da discussão sobre a preservação e valorização patrimonial na Península Ibérica.
A decorrer até dia 5 de dezembro, o certame divide-se entre o Centro Cultural Olga Cadaval e o MU.SA – Museu das Artes de Sintra, com entrada livre para o público. A edição deste ano reveste-se de um simbolismo especial, integrando-se nas comemorações dos 30 anos da classificação da Paisagem Cultural de Sintra como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
O Futuro dos Centros Históricos em Debate
Sob o mote “Centros Históricos”, a Bienal propõe uma reflexão aprofundada sobre os desafios contemporâneos que estas áreas urbanas enfrentam, desde a sustentabilidade turística à reabilitação urbana. O evento afirma-se como uma plataforma de networking essencial, reunindo profissionais, empresas e organismos públicos de Portugal e Espanha.
A programação para os dois dias é densa e diversificada, indo muito além das conferências tradicionais. Os visitantes poderão contar com uma área expositiva dinâmica, talks internacionais com especialistas de renome, masterclasses técnicas e um “Espaço Inovação” dedicado às novas tecnologias aplicadas ao património. Destaque ainda para a realização de um podcast ao vivo, trazendo uma vertente mais mediática e atual ao setor.
Reconhecimento e Prestígio Institucional
Um dos pontos altos da agenda será a cerimónia de entrega dos Prémios Património Ibérico. Estes galardões visam distinguir projetos inovadores e boas práticas que têm vindo a redefinir a gestão cultural em ambos os países ibéricos.
A organização está a cargo da Spira – Revitalização Patrimonial, em co-promoção com a Câmara Municipal de Sintra, a Fundação Cultursintra e a Junta de Castilla y León (Espanha). O evento goza de um forte respaldo institucional, incluindo o Alto Patrocínio da Presidência da República e o apoio da Comissão Nacional da UNESCO, além da colaboração de diversas tutelas governamentais, como os Ministérios da Cultura, Economia e Negócios Estrangeiros, bem como o Turismo de Portugal e a AICEP.
Para profissionais do setor ou simples apaixonados pela história e cultura, a AR-PA 2025 perfila-se como uma oportunidade imperdível de contacto com as tendências que marcarão o futuro do património na Ibéria.

