Chegou finalmente a Primavera, com dias solarengos e quentes, e somos presenteados com um cenário desolador nas bermas de estrada da nossa freguesia, em área de Parque Natural, com estatuto de conservação que há muito nos questionamos se ainda existe…
A utilização de herbicidas, particularmente os que têm glifosato, é má para os ecossistemas, é má para a nossa saúde e deixa a paisagem feia. Queimam toda a planta, incluindo as raízes que ajudam a segurar a terra e a evitar o entupimento das valas de escoamento.
O executivo justifica-se com a pressão para limpar muitos quilómetros de estradas e caminhos para controlo de material combustível. Mas a limpeza das faixas não implica o corte total de toda a vegetação, muito menos o uso de químicos. Há muitas bermas de estrada em que a vegetação é rasteira, ou quase inexistente, e as pulverizações são feitas na mesma. As faixas de gestão de combustível não podem ser feitas “a eito”, mas com ponderação da sua real necessidade. O que estamos a presenciar não faz sentido, ainda para mais quando está em causa a nossa saúde e a saúde dos ecossistemas, já tão fragilizados.
Já no anterior mandato, os eleitos da CDU levaram a questão da limpeza das faixas de gestão de combustível à assembleia de freguesia, propondo que nos contratos de adjudicação desta aquisição de serviços fosse colocada uma clausula com a proibição do uso de herbicidas, nomeadamente com glifosato. Esta semana, voltámos a solicitar ao Presidente da UFS, Paulo Parracho, que tomasse medidas para impedir o uso destes herbicidas no controlo da vegetação espontânea, ou seja, que optem por meios mecânicos, tal como determina a legislação, e que, sempre que possível, adie as limpezas de bermas para o final de maio, quando a vegetação começa a secar e já produziu semente, garantindo que teremos prados floridos no próximo ano, evitando-se a desertificação.


