
FIM DE CICLO – UM BALANÇO.

Está a terminar o nosso mandato autárquico iniciado em 2021. Há 4 anos concorremos às eleições norteados pelo espírito de poder trazer à política local uma visão alternativa àquelas que se vêm praticando de forma consequente ao longo dos anos, independentemente de quem exerça o Poder – os históricos protagonistas PS e PSD. Com a nossa eleição para a Assembleia de Freguesia, defendemos nesse Órgão o programa que apresentámos ao eleitorado.
Importa nesta altura fazer um balanço e dá-lo a conhecer à Comunidade. Em primeiro lugar fomos intransigentes na defesa dos interesses da população. O Executivo da Junta de Freguesia sempre conviveu em harmonia como o da Câmara Municipal abdicando de ter um papel reivindicativo quanto aos interesses da população e do território das 3 Freguesias. Sempre denunciámos as mentiras com que as reclamações dos habitantes eram brindadas como também as desculpas esfarrapadas que invariavelmente passariam a ser desmontadas pelo tempo. Assim foi relativamente à obra do Largo da Feira em São Pedro de Penaferrim, ao projecto do Ecocentro de Vale de Flores, ao trânsito automóvel caótico um pouco por todas as freguesias, com especial destaque em Ranholas, em Lourel e na Várzea de Sintra, à ausência durante largos meses da passagem sobre a linha de caminho-de-ferro na Estefânia, ao desempenho da actividade de animação turística no Centro Histórico e mais recentemente à obra em curso na Portela de Sintra, de construção de um edifício ligado ao ISCTE, que tanto transtorno tem causado aos moradores.
Em segundo lugar, respeitante à prática política na Assembleia de Freguesia apresentámos um conjunto de propostas que havíamos explanado no programa eleitoral. Destacamos a criação de uma política desportiva por parte da Junta de Freguesia, bem como de uma política cultural. Invariavelmente nunca as nossas ideias foram consideradas pelo Executivo apesar de as mesmas terem sido aprovadas pelos maioria dos restantes Partidos. Chegou-se ao cúmulo de a Mesa impedir-nos de apresentar propostas, atitudes ilegais e mesquinhas com o patrocínio de terceiros influenciadores. Tal aconteceu aquando da apresentação de uma proposta na área da Educação que visava a criação de um plano de bolsas de estudo.
Opusemo-nos à política seguida pelo Executivo em diversas matérias, principalmente quando começaram a surgir os contratos de delegação de competências por parte da Câmara Municipal. Foram acordos que originavam invariavelmente défice financeiro á Junta de Freguesia. A título de exemplo, nos dois primeiros anos, só os acordos para recolha de «monos» traduziram-se em prejuízos anuais de cerca de 100 mil euros.
Em articulação com a deputada municipal Eunice Baeta, membro também da nossa lista, levámos várias propostas à Assembleia Municipal para a área da União de Freguesias de Sintra. Destacamos o projecto de criação de um parque de estacionamento à entrada de Lourel, com vista a servir principalmente o bairro da Estefânia. Tal aconteceu na sessão de 22 de Setembro de 2022 e o assunto nem mereceu discussão por parte do Executivo camarário. Observamos que passados três anos resolveram copiar a ideia, mas mal, uma vez que apenas foi alcatroado o piso e nele pintado marcas de estacionamento.
Consideramos bastante positivo o trabalho que desenvolvemos, traduzido no reconhecimento por parte da população. A nossa postura sempre foi de total honestidade e transparência e nunca colocámos qualquer interesse à frente dos da Comunidade. A Iniciativa Liberal trouxe inovação e ambição, mesmo em contexto de Junta de Freguesia, onde as competências são limitadas. O facto de termos notado o aproveitamento do nosso trabalho sem o mencionar é o maior valor que nos podem dar, apesar de envolto em má-fé.
Esse aspecto acaba por ser um dos pontos menos positivos desta tarefa de quatro anos. Podemos acrescentar a preocupante resistência à mudança por parte das Instituições, uma vez que afectará o futuro próximo na medida em que se constitui como factor de estagnação. E finalmente somente notar – porque não merece mais do que isso – a forma reiterada como o senhor presidente da Junta de Freguesia nos foi visando com mentiras e calúnias, quando contestado de forma justa e sustentada.
O nosso mandato autárquico termina mas não cessa a vontade de querer melhorar a vivência na nossa Terra. A acção cívica é uma prática constante. Por cá continuaremos.
Um agradecimento final às dezenas de concidadãos que ajudaram a construir esta candidatura e aos 839 eleitores que nos confiaram o seu voto.
Ricardo Duarte.
