Intervenção da vogal da CDU sobre o abate de árvores ocorrido em Galamares, na sessão da assembleia de freguesia de dia 21 de Janeiro de 2026
CDU Vozes da Assembleia

Intervenção da vogal da CDU sobre o abate de árvores ocorrido em Galamares, na sessão da assembleia de freguesia de dia 21 de Janeiro de 2026

“No dia 30 de Dezembro de 2025, na estrada EN247, em Galamares, foi abatido um grande plátano por uma empresa contratada pela Infraestruturas de Portugal. Ao lado, foi cortada toda a copa de outro grande plátano, que apenas não foi abatido porque um grupo de moradores e associações locais o impediram. A CMS, na pessoa do Vereador Francisco Duarte, respondeu que estas árvores, estando numa estrada nacional, estão sob jurisdição da Infraestruturas de Portugal, e que a decisão, os pareceres técnicos e a execução foram da responsabilidade desta entidade, no seguimento de um processo que durou vários anos e que culminou na conclusão de que estas árvores representavam um risco real para a segurança das pessoas e de uma habitação próxima. Contudo, não foi colocado nenhum edital ou aviso junto ao local onde foi realizado o abate, nem a empresa contratada tinha em seu poder uma autorização escrita para o abate destas árvores. Devemos dar resposta imediata e valorizar quem questiona o porquê do abate de uma árvore saudável e de grande porte. Mesmo quando o abate de uma árvore se justifica por questões de segurança pública, nunca é uma decisão inócua, por todos os benefícios que qualquer árvore nos aporta. A junta de freguesia deve garantir junto destas empresas e da CMS que estas intervenções estão autorizadas, são fundamentadas e que a população é informada.

No dia 11 de janeiro, foi abatida outra árvore junto à linha do elétrico. Desta vez, da responsabilidade da Câmara. Vários moradores e associações voltaram a questionar o porquê. Se eram ramos que estavam sobre a linha do elétrico, seria mesmo necessário cortar toda a árvore? Na véspera, a CMS e a UFS emitiram um aviso que apenas dizia “Por motivos de corte da vegetação junto à linha, a circulação do Eléctrico de Sintra será suspensa durante a manhã de amanhã, dia 12 de janeiro.” O termo vegetação incluía árvores adultas e de porte considerável. Mais uma vez, a informação à população deveria ter sido clara e o abate a última opção.

O Vereador Francisco Duarte deu indicação aos serviços da Câmara para que, “sempre que exista um abate no concelho em situações excecionais como esta, haja compensação ambiental. Por cada árvore abatida, devem ser plantadas duas novas árvores.” Segundo a legislação, esta compensação visa substituir os serviços ecológicos e climáticos perdidos, como purificação do ar, habitat e sombra. Mas não são duas novas árvores que vão compensar a perda de cada uma destas árvores de grande porte que foram abatidas.”